quinta-feira, setembro 22, 2005

Saudade

Saudade de tanta coisa. De uma mais que todas.

Antes eram poucos os que moravam longe. Agora é a maioria. A grande maioria está extremamente longe. Acenam por meio de palavras em máquinas de se comunicar. Sem abraços, sem beijos, sem sinceros apertos de mão.

Não é saudade apenas das pessoas. É de andar ao lado do mar. De sentar para tomar um vinho, pertinho, pertinho. Dá saudade de ter saudade em mesas de bar que lembram um passado ainda mais distante.

Desejar e não poder tocar. Isto é saudade, seja a centímetros ou quilômetros.

Saudade de tanta coisa. De uma mais que todas.

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