A verdade sobre a impossibilidade da verdade
"...morte morte morte que talvez seja o segredo desta vida..."
Raulzito, Canto para a minha morte
Eu tenho um amigo J que acredita em Deus, e especialmente em Jesus. Meu amigo B é budista e sempre comenta com meu amigo J que sua religião já fazia paz na época em que Deus punia com mortes horrendas. Minha amiga C é exageradamente cética e mal acredita no próprio reflexo; não perde a chance de espezinhar meu amigo B dizendo que nenhum príncipe deixaria seu reinado para virar mendigo. Minha amiga M acredita em espírito e em Gaia e tenta fazer minha amiga C entender que ela não está abrindo toda a sua percepção e desse modo nunca poderá encontrar a verdade. Meu amigo A tem por certo que só o amor é realmente puro e que é somente baseado nele que a vida pode ser desfrutada. Minha amiga F zomba do romantismo do meu amigo A, lembrando que é a força que tem o poder de construir. Meu amigo E olha para todos com superioridade, afirmando que a realidade é percebida e, sendo a percepção humana, sempre condicionada; ou seja, cada um tem uma realidade.
Todos uns bêbados, uns viciados em verdades. Um dia vão acabar, e então as perguntas serão respondidas. Ou não. Até lá eu vou variando, inventando uma realidade para cada situação. Assim é mais gostoso. A vida tem que ser pura alegria divertida.
O mundo
Não é preto, nem banco, nem azul, nem verde, muito menos cinza.
O mundo é na verdade
Do preto mais denso,
Do branco sem manchas
Do azul tom de sonhos,
Do verde acampamento,
Do cinza concreto, uma bela mistura.
PS: Este é o tipo de texto que nega a si mesmo. É como usar palavras para dizer que palavras não comunicam com perfeição. Infelizmente, ainda são os meios que temos, esses.


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