quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Um texto de amor

Amei uma vez, uma vez apenas, o amor de um homem por uma mulher. Todas as outras foram momentos fugazes. Não posso dizer que não amo mais. Em nenhum momento tive motivos para deixar de amar.

Amei esse amor de um homem por uma mulher. Um amor que mistura tesão, desejo de estar junto, de cuidar, de ouvir, de embalar no colo, de não deixar ir embora nunca, de chorar, de deitar, de aplaudir, de beijar e beijar e verter lágrimas juntos e comemorar juntos e transformar a vida em um passeio embalado por carinho, sexo e admiração!

Eu amo. Amo e não tenho; não há dor pior do que não ser amado de volta. Querer tanto alguém que não virá... No mundo, saber que toda essa comoção é só mais um caso de amor, mais uma pessoa entregue a algo que nunca poderá compreender.

Vejo em tudo uma beleza minúscula, uma tentativa vã de chegar ao prazer total do amor.
Mas hoje aquele amor é menos que uma lanterna, é apenas uma lembrança boa. Não é algo que guie ou ilumine, mas um marco que mostra até onde se pode chegar. E é, pulsando.

O mais incrível é que a vida é maior do que o amor. Maior que o mesmo amor que a torna gigante e, quem sabe, dá-lhe sentido.

Quero. Quero sim.

Na próxima sexta, dia 4, vai fazer exatamente um ano que beijei pela última vez esta pessoa que me fez sentir o amor romântico! Um ano... e a lembrança continua viva, talvez mais do que nunca.

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