Ordem ou Caos?
O caos está na moda. É fashion. Está aí na boca de todos. O mundo é tão dinâmico, que nada pode ser, pode apenas estar por muito pouco tempo. O caos é aquela borboleta assanhada batendo asas sedutoramente, provocando do outro lado do mundo um furacão.
Será o caos intrinseco à natureza, ou será o caos ignorância humana?
O caos é estético. Caos é confundido com arte, com criatividade, com liberdade, com eventos naturais incontroláveis. Caos é Deus?
Pobre do que defende a ordem. Pobre do que não nega o caos, apenas utiliza outro nome para ele: desconhecimento. Pobre do que procura o que muda no que muda, o que faz mudar o que muda, o porquê muda o que muda.
Era do achismo! Sabe quem não acha, sabe quem sabe? Os bandidos.
Isso! O caos é vendido como camisetas. Compra-se caos em livros, em filosofias, em supostos métodos de conhecimento sem objeto. Então, o que estuda a teoria do caos? Arrisco que é um compêndio do que ainda não foi compreendido. Matemática não decifrada. Mas não desistam... O rótulo de caos deve ser breve.
Já diziam os bons pragmatistas: uma idéia é mais adequada do que a outra apenas no sentido de que uma delas pode produzir mais ações efetivas do que a outra. Como o caos pode ajudar?
Por que é tão bonito o mistério? O que se chama de mistério fica fechado indecifrado. Mas o nome mistério, o nome caos nada dizem de fato. São fugas do estudo. Se o homem não tem capacidade de explicar algo, esse algo deve ser chamado caos? Então a realidade é apenas o verbo? E se para além da incapacidade houver ordem?
Parece que a ordem é feia. A ordem é o mal cavalgado pelos controladores. Os bons reconhecem o mistério todo poderoso. Caos é verbo. Ordem é ação. Do que precisam os homens neste século absurdo?
Está tudo errado. É tão difícil pensar que a criatividade pode ser explicada? É impossível pensar que a variabilidade não é instrínseca? A ordem torna o comportamento feio, torna o produto do comportamento feio?
Isso é absurdo para mim. Não deveria se tratar de estética: a ordem não desfaz o belo e não atenta contra o que é chamado de criatividade e liberdade.
Enquanto o caos for idolatrado, a ordem será usada por maus controladores. Não se trata de maniqueísmo, não é batalha do bem x mal. Tudo é contínuo. Trata-se do uso. O uso deve ser adequado.


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