Improbabilidade Infinita
Um amigo meu de Floripa estava na área até há pouco tempo atrás. Andamos boa parte da pequena São Paulo. Tudo estava absolutamente normal até que contei a ele sobre a improbabilidade infinita...
A improbabilidade infinita foi criada pelo autor Douglas Adams para ser mais um pedaço de comédia na série "O guia do mochileiro das galáxias". Havia, em uma nave, um botão que ativava o gerador de improbabilidade infinita, então coisas improváveis aconteciam, como, por exemplo, a materialização de uma caxalote em pleno ar. Depois de ativado, a realidade voltava ao normal gradualmente.
O que eu não sabia era que na tarde de segunda, ao contar sobre o gerador para o meu amigo, pressionamos acidentalmente o botão. Os relatos que seguem são reais.
Depois de contar a ele, não mais pegamos trânsito. Nem mesmo o famosão 1800 na Marginal Tietê (1800=18:00h).
Choveu, mas não em nós. Nunca em nós. Chovia quando entrávamos em um lugar. Parava quando saíamos.
A atendente do cinema mais dinheirista de Guarulhos deu arrego para meu amigo pagar meia. Isso é impossível em situação normal.
Um carro vindo do nada, atravessando canteiros, veio em direção ao carro que eu dirigia. Tive que desviar de um modo considerado improvável.
Uma das pessoas que concorreria comigo para a vaga no mestrado desistiu. Agora entrar está um pouco mais fácil.
Vimos um filme de Hollywood que é bom: "O senhor das armas".
Encontramos vaga fácil em um estacionamento.
Em Porto Alegre, uma amiga minha pegou todos os semáforos verdes.
O que mais aconteceu na segunda-feira? Digam, digam!
Espero que a realidade ainda não tenha voltado ao normal.


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