quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Quando os olhos procuram

Se eu ganhasse dinheiro pela minha verdadeira profissão, eu ficaria rico. Minha verdadeira profissão, para quem não sabe, é procurar respostas (para as Grandes Questões).

Os pragmatistas dizem que uma afirmação vale mais do que a outra se permite melhores conseqüências práticas. Desse modo, a verdade não importa realmente. A solução pragmática de não procurar respostas para as Grandes Questões é uma boa solução. Mas às vezes o mundo salta aos olhos de maneira mais chamativa, tornando inevitável pensar sobre o que é tudo isso que respiramos, e sobre o que é não respirar.

Por vezes, parece-me ridiculamente igual estudar para ser um bom moço e sair por aí quebrando tudo da pior forma possível. Igual porque o fim é igual e os caminhos são relativos. Quando os olhos procuram, eles encontram a verdade de que valores são tão arbitrários e efêmeros quanto a vida.

As Grandes Questões têm tantas respostas quanto a imaginação permite. O problema não é escolher uma entre todas. Isso é possível. O problema é saber que isso é uma escolha (ou uma imposição) e não uma resposta fidedigna. Devido a esse fato, tudo que existe aparece um pouco gasto e um pouco chato.

Por que diabos levantar às 4:30h para ir ao outro lado da cidade em busca de um conhecimento que inevitavelmente vai me proporcionar pouca grana? Por que ao invés disso eu não vou até o malandro mais próximo e digo que quero me filiar ao partido que vai dominar o Brasil muito em breve?

Eu sei por quê. Porque eu aprendi a ir ao outro lado da cidade! Por isso: porque eu aprendi. E quando digo isso, afirmo também que o malandro aprendeu, e que você aprendeu, seja lá qual o seu caminho. E assim deixo subentendido que nem eu e nem o malandro e nem você estamos certos ou errados. Aprendi a questionar e aprendi a relatividade. E outros aprenderam outras coisas, por motivos estes ou aqueles.

A questão importante, por isso, é o que ensinar. A realidade vai ter o sabor do aprendizado e as Grandes Questões têm as respostas do aprendizado.

Nossa consciência não se rebela contra o mundo sem um acontecimento para lhe dar corda.

domingo, fevereiro 12, 2006

Assuntos blogcráricos e links

Eu mudei o sistema de comentários. Isso fez com que eu perdesse cada comentário feito até hoje, em mais de um ano de blog. Parece assustador, mas não é, e eu explico por quê. O sistema de comentários que eu usava só retinha os últimos 4 meses de comentários. Ou seja, mais de 8 meses já estavam perdidos. Agora tudo permanecerá. Saí ganhando.

A única coisinha chata é que agora eu pedi uma verificação de palavras. É para evitar os bots que ficam comentando coisas como "buy now" e etc. Comentem, cidadãos, ou vocês não estão felizes?


Blogs que você deve visitar

Vou falar de alguns blogs que eu leio e que você deveria visitar.

Tenho que começar pelo Blog da Bina. A Bina é uma jornalista consagrada, morando em Porto Alegre. Posts engraçados e inteligentes. Ela mora em POA, Brazil.

Tem o Darshanas, do meu amigo Caio Melo. Estudante de Psicologia e yoguin. Entendo o Darshanas como um meio de divulgação da filosofia do Yôga, além de reflexões.

O Instituto de Catexia Online é pura poesia em forma de prosa. Vale a pena conferir as descrições das receitas que aparecem às vezes.

Meu amigo Tsu surpreendeu com o Filósofo de boteco. Nas palavras dele "Sou um filósofo moderno, substituí a Ágora pelo boteco".

Outro jornalista assina o Fodecasting. Recém nascido. Vamos ver o camarada Henrique mandar ver e depois criticamos melhor.

Achei por aí o Diário de um cético. Posts curtos e significativos. O tal Cunhalua manda bem, vale a pena visitar.

Não comento os outros blogs que ficam na coluna da direita porque eles não estão sendo atualizados. Mas todos valem a pena, ou vocês acham que eu leria lixo?

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Floripa

Deixa eu falar de Floripa, pois ainda não falei. Estive lá e tudo estava onde deixei. As pessoas continuam boas, a Mole continua linda, a UFSC continua indo, meus amigos bebem cerveja, comemos em toalhas sujas e rimos de barriga cheia.

A água continua fria. E entro curtindo a água que odeio fria. Tem praia pra todo lado, festa que emenda festa, chuva que entope esquina. Terça teve trilha. Ainda me querem as que me queriam. Domingo de manhã na artilharia, de tarde, almoço delícia.

E daí volto pra sampa. Sem trauma. Ao invés de susto, surpresa. Descubro empolgado que vivo perfeitamente em duas casas.

5 ? !

Descobri que serei obrigado a ter cinco filhos. Isso porque gosto muito de cinco nomes, e cada um dos meus filhos vai ter que ter um. Para quem nem tem certeza se quer filhos, ser obrigado a ter cinco não é algo agradável. Uma solução alternativa é escrever um livro em que os personagens tenham meus nomes preferidos. Mas ainda acho que ter cinco filhos é mais fácil do que escrever um bom livro.

Os nomes, né? (por ordem alfabética)
Augusto, Camila, Gustavo, Luana e Pamela.

Espero não lembrar de mais nenhum...