quinta-feira, janeiro 26, 2006

E hoje é dia de...

Florianópolis!

Não sei se vou escrever de lá. Provavelmente sim.

Desejo-me uma boa viagem.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Quatrocentos e cinqüenta e dois

Parabéns, São Paulo!

Tudo de bom nessa vida.

Cidade jovem ainda, comparada com outras, mas bastante velha comparada com muitas outras mais.

452 velinhas.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Iago, Coringa, Sr. Smith

Herói não tem muita graça. Eles são aqueles caras protegidos por alguma força (seja Deus, ou seja a moral) que derrotam vilões muito mais interessantes do que eles.

Em briga de vilão e herói, normalmente torço pelo empate. Porque bandido ganhar até é legal, mas nem sempre. Por empate eu quero dizer conhecer a dona Morte. Nada de conversões, nada de arrependimento, nada de amizade. Até por que bem e mal são duas palavras muito bestas usadas por quem não entende nada do mundo.

Dos vilões dos quadrinhos, meu preferido é o Coringa. Diz aí, aquilo sim é que é vilão! O cara é muito mais esperto do que o Batman porque o pensamento dele não tem limite. O Batman é só metade do louco que o Coringa é. Ele só não mata o morcegão de uma vez por causa da proteção do selo DC. Se eu fosse da DC, mataria o Batman e mudaria o nome da revista para Coringa.

O que me dizem do Neo? Aquele bundinha era só um anti-vírus para acabar com o todo-poderoso Sr. Smith. Aqui entre nós, tudo que o agente queria era sair daquela prisão. Ele queria liberdade, pô. Na própria história fica claro que todo mundo que tava na matrix era semi-morto. Deixa o cara na boa. Mas não... tem que surgir um cara confuso... O primeiro filme é o melhor já feito, mas os outros dois acabaram com tudo. Um herói que é um anti-vírus é dose!

Otelo é uma coisa tosca perdida no mundo. Personagem fantoche. "Otelo" devia se chamar "Iago". Ele é o cara. Acho que até o Coringa acabaria sendo manipulado pelo rapaz ciumento. Se alguém entende de gente, esse alguém é o Iago. O livro é a história dele. Todas as outras pessoas são cenário para a atuação do grande mestre Iago. Fã fã fã.

Quem nasce primeiro, um herói ou um vilão? Esta é a pergunta de um milhão de dólares.

Mais vilões admiráveis? Mandem bala nos heróis.

domingo, janeiro 22, 2006

Dia de sol e mar

Bastou eu sair de Florianópolis para meu amor por praias reaparecer! Lá eu estava enjoado de tanta areia fofa e mar azul. Sol, cerveja, água... enjoativo demais...

Mas agora eu sou paulistano novamente, e como bom paulistano eu adoro "invadir sua praia". Pelo menos não sou porco, pois ainda grito "fora haole". O problema é que sou haole... Confuso!

Ontem eu passei o dia em Santos. Sol, cerveja, água... bom demais! Depois churrasco, filosofia de frente para o reflexo da lua no mar, cerveja. Novas pessoas boas à minha coleção de conhecidos que são pessoas boas.

Dia inusitado, calor exagerado, mar saturado, quente qual diabo, rindo absurdado, tomando só gelado, chega desse papo, era rima: é cansaço.

Então, este é um daqueles posts que descrevem situações que só fazem sentido para quem esteve lá. Aqueles posts que o cara tenta dizer quanto o dia foi bom, mas ninguém consegue desenvolver empatia.

Não tem problema. Eu sei que foi bom. E foi tão bom, que coloco este texto sem efeito só para me lembrar melhor desse dia quando ler os arquivos daqui a um ano.

domingo, janeiro 15, 2006

Carta do amor exagerado

Meu amor,
Perdoa-me por chamar-te de meu amor. Sei com o coração pesado que já não estamos juntos, mas não posso resistir a este eco do passado.

Escrevo-te porque não sou infinito e tu também não és. Caso pudéssemos viver para sempre, a carta não teria sentido. Na alma eu saberia que em um dos dias a vir, desta ou de outra geração, ficaríamos juntos, pois apenas nós caberíamos um no outro. Contra o meu gosto, porém, a vida tem limite imprevisível e preciso falar a ti, mais esta vez, que te amo.

Esta carta é o último sopro de uma esperança em decadência. Ela não morrerá, mas mudará qual lagarta. E esta minha vida, estou a abandonando, sendo estas palavras o selo de um tempo para o início de outro. A missiva é um sorriso que uma vida ingênua dá a outra, na tentativa de fazer perdurar o amor, sem saber que meu amor por ti não poderia ter fim.

Talvez as palavras rebusquem demais o que sinto, ou façam parecer que meu amor é demasiado fantasma, demasiado etéreo para ser apreciado. Ou talvez o oposto ocorra: as palavras podem esconder a liberdade do meu amor. Pois eu digo com quaisquer palavras e sem confusão: amo-te simplesmente, de modo livre e certo.

Amo em ti teus olhos, e o que sai da tua boca, e o carinho que tua mão faz. Amo teu modo de sorrir, teu grito de raiva e teu abraço de amor. Amo como te despias para mim nas noites loucas. Amo tua voz doce, tuas pernas onipresentes, teus dedos de piano, tuas costas de seda e até teus passos mais trôpegos.. Amo-te toda, amo-te tanto... Minha existência balança quando te vejo, e mesmo quando lembro de ti seguindo um fio solto da memória, tremo, e rezo ateu por tua felicidade.

Não tentes decifrar meu amor, nem penses em como me responder de forma delicada. Não tens de me responder, amando-me ou não. Também não deves sentir-te lisonjeada ou pesada. O que sinto não tem intenção de cansar-te nem de elevar-te. É simplesmente amor. Então nada te peço, senão que aceites meu sentimento. Isto te peço, e só: aceita meu amor que é, de fato, teu.

O mundo, se falasse, diria que é meu amigo, pois te mostrou a mim. Tu és minha professora da vida. Querer-te e não poder dividir contigo o mundo é a máxima lição a ser aprendida. Tu me dás esta lição com um sorriso pleno e sem nenhuma maldade, e assim entendo, mesmo mergulhado em sofrimento, a natureza de tudo quanto existe: a verdade maior da impermanência, e como gera a dor que também deverá sumir. Mas aprendi também que meu amor por ti é mortal na mesma medida em que sou, e só comigo deixará este mundo.

Não sinto mais o amor fraco da dependência, o qual permite o desmembramento da razão. Amo-te o amor maduro do homem para a mulher. Tua felicidade quero sempre, junto ou longe de mim. Assim também, minha festa não exige tua presença, mas a convida ternamente, sabendo da luz que irradia de ti por seres quem tu és.

É-me difícil encerrar esta carta, pois lendo tu pensas em mim, e ao fim dela posso ter acabado. Queria poder manter em ti o pensamento em mim e ter o poder de conjurar-te com estas palavras tolas.

Entende que isto não é papel, e sim verdadeiros fatos. Meu amor é largo e concreto. É desejo de cuidar de ti, paixão por ver-te livre e crescendo. Meu amor são mãos firmes para construir contigo a vida como nos convir. Sou corpo, e sou mundo, e sou para ti. Sou beijos, carícias e servo da paixão nas noites longas. Sou forte quanto precisares, rocha pontiaguda contra teus problemas, ombros macios para tuas mágoas.

Sem ti eu vivo em um mundo,
Contigo eu viveria em dois.

Eu te amo.
F.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Dias de sol em sampa

Sampa está banhada por deliciosos dias de sol, que transformam minha Av. Paulista querida em algo ainda mais complexo.

Um amigo meu de Florianópolis, caminhando comigo pela Paulista reparou em algo impressionante. Se você olhar para o horizonte de algumas das ruas transversais à Paulista, terá a impressão de que ao fundo está o mar. E é verdade, parece mesmo que o mar está próximo! É carificante (linda esta, hein?).

Começo a entender um pouco mais de sampa. Ainda sei pouco, pois a cidade é infinita e mutante, mas conseguir "conjurar" qualquer pequeno entendimento, seja estrutural ou funcional, é muito prazeroso para mim.

Nasci em sampa. É estranha essa relação.

Eu odeio algumas coisas na cidade. Mas amo muitas outras mais.

sábado, janeiro 07, 2006

Para este momento efêmero

A minha vida inteira eu me preparei para este momento efêmero.
E para este.
E para este...

As guerras, os imperadores e a própria formação da terra apenas serviram de prelúdio para este momento efêmero.
E para este.
E para este...

Os dias que chorei e ri, que fui longe ou me encolhi de medo, e os dias que gritei para todos ouvirem, foram ensaios para este momento efêmero.
E para este.
E para este...

A vida dos meus antepassados, e todos os pôres-do-sol desde o início dos tempos nada são além de acontecimentos preliminares para este momento efêmero.
E para este.
E para este...

Este momento efêmero é o ápice, o triunfo máximo do nosso universo. Este simples momento é o resultado de uma história infinita em detalhes. Tudo quanto foi criado, tudo quanto vai mudando, tudo quanto é sonhado e pensado objetivam servir de base para este singelo e absolutamente perfeito momento efêmero. E por isso eu desejo viver este momento sabendo da força incontável que ele carrega.
A vida é viver este momento efêmero.
E este.
E este...

domingo, janeiro 01, 2006

Eu e 2006, uma parceria de sucesso

Ontem participei de uma reunião com o ano de 2006 e chegamos a um bom acordo. Foram algumas horas de discussão tensa antes que pudéssemos alcançar um plano que fosse ideal para ambos. Mas conseguimos. Basicamente, ele vai me fornecer dias de sol, e vou retribuir falando bem dele. Claro que os termos do contrato são mais complicados e envolvem diversas cláusulas particulares, mas a idéia geral é a de que 2006 seja leve comigo, para eu poder dizer ao mundo o quanto ele é leve.

Se decidi por passar a virada do ano em uma reunião de negócios foi por que tenho muitas expectativas para 2006. Apesar de não ser supersticioso, sou supersticioso e percebi há um tempo atrás que os anos pares sempre são melhores para mim do que os ímpares. Não quero que 2006 constitua exceção. Minhas expectativas são grandiosas, e em mim não existe um único resquício de medo de não vê-las concretizadas. Sendo que minhas expectativas não depositam meu sucesso nas mãos de outras pessoa além de mim mesmo, estou seguro.

Então, se o ano começou e estamos vivos, vivamos este ano.